sábado, 23 de outubro de 2010

Soprando as cinzas

Uma grande amiga enviou-me a mensagem que transcrevo abaixo e, depois que a li, correlacionei-a com uma ideia que outra grande amiga havia me dito: "não podemos impedir que as pessoas nos maltratem, mas podemos não nos maltratar pelo que os outros nos fazem".
Quantas vezes ficamos magoados por algo que alguém nos diz e/ou faz, e ficamos remoendo aquilo em nossos pensamentos, rejeitando aquelas palavras e/ou atitudes sem chegar a lugar algum? Confesso que isso já aconteceu comigo inúmeras vezes e nunca me trouxe nenhum benefício.
Não acredito que devemos deixar de lado o ódio, o rancor, a mágoa, o ressentimento e quaisquer outros sentimentos pequenos esperando pelo retorno que o outro receberá. Devemos deixar tudo isso fora de nossos corações porque, simplesmente, não nos faz bem. Se ficarmos esperando o "troco", estamos, na verdade, desejando vingança, que, ao meu ver, é uma atitude tão pequena quanto as ações de nossos algozes.
Há muitas coisas, na vida, que não podemos controlar, mas podemos escolher o que sentimos e o que pensamos. Não é fácil perdoar quando estamos feridos, mas temos que nos esforçar. O perdão é um bálsamo, enquanto o ódio, o rancor, a mágoa e o ressentimento são venenos que, se mantivermos em nosso ser, apenas servirão de gatilho para infinitas doenças da alma, da mente e do corpo.
Por isso, cuide-se e ame sempre, mesmo quando tudo indicar o contrário.
Jesus nos ensinou "ame ao próximo como a ti mesmo". Procure se amar e, certamente, esse amor expandirá e refletirá em tudo e em todos ao seu redor.
Fácil não é, mas garanto que vale muito a pena!



Soprando as Cinzas
Quem feriu você já feriu e já passou.
Lá na frente encontrará o inevitável retorno e pelas mãos de outrem será ferido também.
A vida se encarregará de dar-lhe o troco, e você, talvez, jamais fique sabendo.
O que importa de verdade é o que você sentiu e, mais importante, é o que você ainda sente: mágoa? Rancor? Ressentimento? Ódio?
Você consegue perceber que esses sentimentos foram escolhidos por você?
Somos nós que escolhemos o que sentir diante de agressões e de ofensas.
Quem nos faz mal é responsável pelo que faz, mas nós somos responsáveis pelo que sentimos. Essa responsabilidade tem a ver com o amor que devemos e temos que sentir por nós mesmos.
O ofensor fez o que fez e o momento passou, mas o que ficou aí dentro de você?
Mágoa - você sabia que, de todas as drogas, ela é a mais cancerígena? Pela sua própria saúde, jogue-a fora.
Rancor - ele é como um alimento preparado com veneno irreconhecível: dia mais, dia menos você poderá contrair doenças de cujas origens nem suspeitará.
Ressentimento - imagine-se vivendo dentro de um ambiente constantemente poluído, enfumaçado, repleto de bactérias e de incontáveis tipos de vírus. É isso que o seu coração e os seus pulmões estão tentando aguentar. Até quando você acha que eles vão resistir?
Ódio - seus efeitos são paralisantes. Seu sistema imunológico entrará em conflito com esse veneno e, com o tempo, poderá colocar você face a face com a morte e, talvez, muito tarde você venha a perceber que melhor seria ter deixado que o seu agressor colhesse os frutos do próprio plantio.
Por seu próprio bem e pelo seu bem, perdoe.
O perdão o libertará e o fará livre para ser feliz.
Esqueça o mal que lhe foi feito. Deixe que o seu ofensor se lembre dele através das consequências com que, certamente, virá a arcar.
Mude o seu destino! Seja o comandante da sua Nau!
Escolha o melhor caminho para a sua viagem.

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